Mercado deixa de vender lâmpadas incandescentes

Estes eram os únicos modelos que faltavam para a extinção completa destes produtos no Brasil, visto a Portaria Interministerial 1.007/2010 que estabeleceu índices mínimos de eficiência luminosa das lâmpadas e determinou a retirada gradual das incandescentes do mercado, iniciada pelas de potência igual ou superior a 150 W, em 2012; as de 60 W a 100 W em 2013; e de 40 W a 60 W no final de 2014.

O objetivo desta mudança foi estimular o uso de lâmpadas mais econômicas e duráveis, como a fluorescente (que gera uma economia de energia elétrica de 75% em comparação com uma incandescente de luminosidade equivalente) e a de LED (cuja economia sobe para 85%).

Na Reymaster, distribuidora de materiais elétricos de Curitiba, as lâmpadas incandescentes foram gradativamente sendo substituídas. No estoque, o espaço reservado para o produto agora libera caminho para a compra de outros modelos mais econômicos.

“Nos últimos quatro anos, a venda de lâmpadas incandescentes caiu progressivamente. Os consumidores entenderam que é preciso economizar, principalmente com a alta na energia elétrica e então houve a substituição pelas lâmpadas fluorescentes. Há também quem opte pelas halógenas e de LED”, conta Luciano Ferreira, gerente comercial da Reymaster.

Segundo Luciano, a extinção das lâmpadas incandescentes deve impulsionar a venda das de LED no Paraná. “As lâmpadas LED estão tomando conta do mercado, principalmente pela tomada de consciência ambiental e pelo impacto que outros produtos causam na natureza”, conta. As lâmpadas LED duram cerca de 25 mil horas, contra 1 mil das incandescentes, e são menos poluentes no momento do descarte do que as fluorescentes, que contêm mercúrio em sua composição.

Isso tudo, sem contar o saldo positivo na conta no final do mês com o uso das LED. “Com a LED, consegue-se a mesma luminosidade de uma lâmpada incandescente usando-se apenas 10% da potência dela. Em uma casa com 10 lâmpadas incandescentes, por exemplo, a troca representa uma economia anual de R$200”, diz Luciano. A LED ainda dura 25 vezes mais que as incandescentes e até quatro vezes mais que as fluorescentes.

Segundo o gerente, para quem se encontra resistente em abrir mão da luz amarelada e aconchegante que as lâmpadas incandescentes proporcionavam, há opções no mercado de lâmpadas LED com luminosidade também amarelada e bem semelhante.

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